TRADIÇÃO NÃO SE COMPRA

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Uma historinha bem conhecida no mundo do vinho ilustra de forma bem-humorada a célebre rivalidade entre os vitivinicultores europeus e os seus colegas do Novo Mundo (EUA, Austrália, Chile etc).

É mais ou menos assim. Dizem que um empresário norte-americano certa vez decidiu produzir, na California, vinhos tão bons ou melhores do que os grandes vinhos franceses de Bordeaux. Como era muito rico, importou uma vinícola inteira da França. Tijolos, telhas, tanques, prensas, pipas, videiras, além de agricultores, operários, enólogos – até mesmo a terra. Todo um sistema de produção foi transplantado de Bordeaux para a California.

Algum tempo depois, o empresário americano chamou os maiores especialistas franceses para degustar os vinhos da primeira safra “à francesa” produzida nos EUA. O maior de todos os conhecedores franceses fez o vinho girar no cálice, analisou visualmente a bebida, aspirou profundamente o bouquet, bebeu um pequeno gole, fechou os olhos e exclamou:

– Humm…Bem bom. Com mais 200 anos de experiência vocês estarão fazendo vinhos iguais aos nossos.

Em tempo: hoje, o americano desta anedota poderia muito bem ser substituído por empresários chineses, que estão comprando o que podem em Bordeaux para fazer da China uma potência vinícola.

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