Cadê a sidra brasileira?

O Rio Grande do Sul se alterna com Santa Catarina na liderança do ranking nacional de produtores de maçãs. Curiosamente, estados que produzem tanta maçã não elaboram, em grande escala, uma sidra digna deste nome. Existem algumas poucas marcas regionais, mas a produção nacional é insignificante.

Em países como Inglaterra, França e Espanha a leve e refrescante sidra é uma bebida muito apreciada – principalmente na companhia de um bom crepe. O Reino Unido consome 850 milhões de litros de sidra por ano. Aqui ao lado, a Argentina bebe 120 milhões de litros.

Os países que mais produzem maçãs industrializam as frutas que não atingem o tamanho e o formato ideais para a venda in natura. O consumidor brasileiro ainda aceita, com certa resignação, frutas pequenas. Mas o ideal seria que volumes maiores deste tipo de maçã fossem destinados à indústria. Chás, sucos e geleias já conquistaram um bom público. Outra alternativa ainda pouco explorada por aqui seria a transformação da maçã que não é exportada, ou consumida internamente in natura, em sidra. Isso agregaria valor à fruta.

Na Europa, a sidra tem ótima aceitação entre o público jovem. Uma boa campanha de marketing poderia reverter a péssima imagem do fermentado de maçã entre os brasileiros (o xarope gaseificado conhecido por aqui nem poderia ser chamado de sidra) e promover o seu consumo entre os apreciadores de bebidas menos alcóolicas. Matéria-prima de qualidade não faltaria.

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