O Tour do Whisky na Serra Gaúcha

Com cerca de quatro mil anos de história, a origem do processo de destilação se perde nas brumas do tempo. Até onde se sabe, um dos mais conhecidos destilados do mundo, o whisky – que já foi considerado medicamento para quase todas as doenças –, teria nascido em mosteiros da Escócia no século XV. O país europeu é, até hoje, a Meca dos apreciadores da bebida, atraindo milhões de turistas para suas charmosas destilarias.

Mas já não é mais preciso ir à Escócia para conhecer de perto o processo de elaboração do whisky. Uma das principais fabricantes de malte whisky brasileiras, com 70 anos de história, a Union Distillery Maltwhisky do Brasil, de Veranópolis, na Serra Gaúcha, está abrindo as portas de sua filial no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, ao “turismo de experiência”.

É a primeira destilaria deste tipo aberta à visitação turística no país – curiosamente em uma região conhecida pelos seus vinhos com Denominação de Origem (DO). Uma alternativa de passeio para quem já sabe tudo de vinhos e gostaria, talvez, de se aventurar pelo mundo dos destilados. Ou para quem sempre gostou de bebidas, digamos, mais “quentes”, e ainda não teve a oportunidade de ver como um bom whisky é elaborado.

Além das visitas temáticas guiadas, o tour pela destilaria do Vale dos Vinhedos inclui a degustação de quatro dos cinco rótulos da empresa (Union Distillery Blended Whisky – Mínimo 3 anos, combinação com vários envelhecimentos; Union Distillery Pure Malt Whisky – Mínimo 5 anos; Union Distillery Pure Malt Whisky Turfado – Mínimo 5 anos; Union Distillery Pure Malt Whisky Vintage – Mínimo 10 anos; Union Distillery Licor Fino de Whisky) que estão à venda.

Na sala dos destiladores, três unidades, feitas de cobre, com até oito metros de altura e capacidade para até 18 mil litros, chamam a atenção dos visitantes. Há outra sala com tanques inox, onde a bebida é estocada, e uma área reservada para o envelhecimento do precioso líquido em barris de carvalho americano. Não fosse pelos aromas, o espaço poderia ser confundido com um das tantas caves das vinícolas da região.

Com produção anual de 3 milhões de litros, 30% dos quais exportados, inclusive para o Japão, a empresa investiu R$ 30 milhões na nova planta de sete mil metros quadrados, para produzir malte de padrão internacional e receber bem os turistas. E o Vale dos Vinhedos, a principal região vinícola brasileira, ganhou mais uma bela atração, além das “cantinas”, dos bons hotéis, das queijarias e dos sofisticados restaurantes que encantam os mais de 300 mil visitantes que circulam a cada ano por lá.

(Fotos: Jeferson Soldi / Conceitocom Brasil)

 

 

 

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